10 abril 2026

Vigilância Socioassistencial divulga panorama do Cadastro Único em Lafaiete

O panorama apresenta um total de 12.763 famílias cadastradas no município, indicando ampla cobertura do Cadastro Único como principal instrumento de identificação e caracterização das vulnerabilidades sociais.

Dentre esse universo, 3.781 famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família, o que representa parcela significativa do total cadastrado e evidencia a centralidade dos programas de transferência de renda na proteção social local. Observa-se também que 3.288 famílias encontram-se em situação de pobreza e 4.082 em situação de baixa renda, demonstrando que a maior parte do público inscrito se concentra em faixas de renda que demandam atenção contínua da política de assistência social.

Destaca-se ainda o quantitativo de 3.850 famílias com membro com deficiência, o que indica presença relevante de demandas específicas relacionadas à inclusão, acessibilidade e necessidade de articulação com políticas intersetoriais, como saúde e educação.


No que se refere a grupos tradicionais e específicos, identificam-se 15 famílias quilombolas e 27 famílias ciganas. Embora numericamente reduzidos, esses grupos requerem atenção prioritária, considerando suas especificidades culturais e possíveis barreiras de acesso às políticas públicas, podendo os dados também indicar sub-registro ou necessidade de intensificação da busca ativa.

O gráfico apresenta a evolução de indicadores operacionais e de cobertura do Cadastro Único comparando março de 2026 com o mesmo período do ano passado, permitindo avaliar o desempenho da gestão e o acesso da população aos serviços e benefícios.

Observa-se estabilidade na taxa de agendamento da saúde, que passou de 86,01% para 85,42%, indicando declínio do acesso, ainda que com leve redução. Em contrapartida, a taxa de atualização cadastral apresentou crescimento relevante, de 82,33% para 89,33%, demonstrando avanço na qualificação da base de dados e maior aderência das famílias à atualização obrigatória.

A taxa de frequência escolar reduziu de 87,17% para 85,42%, sinalizando possível necessidade de atenção intersetorial com a educação, especialmente no acompanhamento de condicionalidades. Já a taxa de cobertura das famílias do Bolsa Família, com base na PNAD, apresentou pequena variação negativa (de 98,75% para 98,11%), mantendo-se, contudo, em patamar elevado, o que indica boa capacidade de inclusão do público elegível.

Por fim, a taxa de cobertura das famílias no Cadastro Único aumentou de 93% para 94%, evidenciando ampliação da base cadastral e melhoria na identificação das famílias de baixa renda no município.

De modo geral, os dados apontam avanço na atualização cadastral e ampliação da cobertura, com necessidade de atenção pontual às condicionalidades de educação e leve oscilação no acesso à saúde, reforçando a importância da articulação intersetorial e do monitoramento contínuo dos indicadores.

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